Vivendo em uma redoma de vidro, construída por mim mesma..
onde eu respiro a total insanidade de minha alma vagante
onde posso controlar tudo, onde não existe absolutamente nada
eu respiro o ar imaginável até que minhas veias explodam
aqui posso ser quem eu realmente sou, meu eu absoluto
Patinando freneticamente sobre gelo que se tornou meu coração
eu danço e canto ao redor da fogueira; minhas próprias desgraças
meu mundo totalmente sem cor, já não enxergo quase nada
alias, hoje só enxergo o que minha alma vagante me permite
ponderando meu entendimento aprendi a sobreviver sozinha
O medo tomou conta de mim, dês da primeira vez em que acordei
a multidão de pessoas que me sufocam, que tentam me afogar
e eu novamente perco o controle de minha tamanha obsessão
caminhando sobre a areia da praia avisto a lua minha única amiga
absorvendo seu néctar, tento sobreviver mais um dia
Nesta redoma de vidro, onde sobrevivo em meu mundo imaginário

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